Møs
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Também conhecido como |
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Grupo |
Se livrar da mão |
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Tipo de Baralho |
Francês |
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Baralhos |
1 |
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Jogadores |
De 2 a 17 |
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Individual/Duplas |
Individual |
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Variações |
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De origem sueca, o Møs (pronuncia-se "mós") é um jogo diferente dos padrões normais, principalmente por não se determinar um vencedor ao final da partida, e sim um perdedor. Apesar disto, é um jogo divertido, ideal para grupos grandes, pois pode ser jogado com um único baralho por até 17 pessoas.
Objetivo: Não ser o último jogador a ficar com cartas na mão. Este será o perdedor.
Ordem das Cartas: A tradicional: A, K, Q, J, 10, 9, 8, 7, 6, 5, 4, 3, 2.
Distribuição: São distribuídas 3 cartas para cada jogador. As demais serão colocadas no centro da mesa para formar o Morto.
O Jogo: O jogo possui duas fases distintas. Na Primeira Fase, os jogadores formarão as mãos com que disputarão a Segunda Fase. Na Segunda Fase, os jogadores tentarão se livrar das cartas que ficaram nestas mãos.
Primeira Fase: No início da primeira fase, cada jogador deverá ter 3 cartas em sua mão, e as demais estarão no centro da mesa, formando o Morto. Nesta fase, os jogadores formarão suas mãos para a Segunda Fase. É importante tentar manter cartas altas na mão.
O primeiro a jogar na Primeira Fase será o jogador sentado à direita do carteador. O jogo transcorre no sentido anti-horário. Cada jogador, nesta fase, enfrenta exclusivamente o jogador sentado à sua direita, e não a todos os outros.
Cada jogador, em sua vez de jogar, deverá colocar sobre a mesa uma das cartas de sua mão. O jogador sentado à sua direita fará o mesmo. Quem tiver jogado a carta mais alta, independente do naipe, ficará com as duas, que serão colocadas com a face virada para baixo, em um montinho à frente do jogador que pegou as cartas. Então, será distribuída uma carta do Morto para cada um dos dois jogadores, começando pelo que pegou as cartas. Estas cartas serão adicionadas às mãos dos respectivos jogadores.
Se o jogador que pegou as cartas tiver sido o mesmo que começou a disputa (o que colocou a carta sobre a mesa primeiro), ocorrerá uma nova disputa entre este e o jogador à sua direita, nos mesmos moldes da anterior. Se o jogador que pegou as cartas foi o segundo a jogar (jogando uma carta mais alta que a que estava sobre a mesa), ocorrerá uma disputa entre este jogador e o jogador sentado à sua direita, nos mesmos moldes da anterior.
Exemplo 1: A primeira disputa é entre o jogador A e o jogador B, que está sentado à direita do jogador A. O jogador A pôs sobre a mesa um 7 de Copas. O jogador B, por não ter nada maior que o 7, pôs sobre a mesa um 4 de Paus. Como o naipe é irrelevante, as cartas ficam com o jogador A (que jogou a maior). Após cada jogador receber suas cartas do Morto (primeiro A, que ficou com as cartas, depois B) e colocá-las em suas mãos, ocorrerá uma nova disputa entre o jogador A e o jogador B.
Exemplo 2: Nesta nova disputa, o jogador A joga um 5 de Ouros. O jogador B joga uma Dama de Espadas. Como o naipe é irrelevante, as cartas ficam com o jogador B, que jogou a maior carta. Após cada jogador receber suas cartas do Morto (primeiro B, que ficou com as cartas, depois A) e colocá-las em suas mãos, ocorrerá uma disputa entre o jogador B e o jogador C, que está sentado à direita do jogador B.
Quando só restar uma única carta no Morto, o jogador que recebê-la não a colocará em sua mão, mas a deixará sobre a mesa, com a face virada para baixo, separada do montinho de cartas que o jogador estava pegando durante o jogo. Na Segunda Fase, o naipe desta carta (que só será revelado no início da Segunda Fase) será o Trunfo, e o jogador de posse desta carta será o primeiro a jogar na Segunda Fase.
Quando acabarem as cartas do Morto, as disputas continuam, mas sem repor as cartas da mão com as cartas do Morto. Um jogador que fique sem cartas na mão não participará mais das disputas. Quando nenhum jogador tiver cartas em sua mão, a Primeira Fase terá terminado, e começará a Segunda Fase.
É muito raro, mas pode acontecer de um jogador não conseguir pegar nenhuma carta durante a Primeira Fase (ficando sem nenhuma carta em seu "montinho"). Nesta hipótese, este jogador não participará da Segunda Fase, mas isto não significa que ele será o perdedor.
Segunda Fase: Na Segunda Fase, a mão de cada jogador será composta das cartas que estavam no montinho de cartas que ele pegou durante a Primeira Fase. O jogador que pegou a última carta do Morto deverá mostrá-la a todos. O naipe desta carta será o Trunfo. Depois que todos tiverem memorizado o Trunfo, ele será adicionado à mão do jogador.
O jogador que pegou a última carta do Morto será o primeiro a jogar nesta Segunda Fase. Ele poderá jogar qualquer carta de sua mão. O jogador seguinte (o sentado à sua direita) deverá jogar uma carta do mesmo naipe (ao contrário da Primeira Fase, nesta fase o naipe não é irrelevante) da carta jogada pelo jogador que jogou a primeira carta, ou do naipe do Trunfo (evidentemente, se o primeiro a jogar jogar uma carta do naipe do Trunfo, todos os demais só poderão jogar cartas do naipe do Trunfo). Cada carta jogada deverá ser maior que a anterior. Se um jogador não puder jogar uma carta maior, deverá pegar a menor carta da mesa e adicioná-la à sua mão.
Exemplo: O jogador D será o primeiro a jogar na Segunda Fase. O Trunfo é Espadas. Ele joga um 3 de Copas. O jogador E, sentado à sua direita, joga um 5 de Copas. O jogador A, sentado à direita do jogador E, joga um 7 de Espadas (o Trunfo). O jogador B, então, joga um Valete de Copas. O jogador C não tem cartas de Copas ou de Espadas maiores que um Valete em sua mão, então ele pega o 3 de Copas (a menor carta da mesa) e a adiciona em sua mão.
Quando sobre a mesa tiver um número de cartas igual ao número de jogadores, as cartas da mesa serão removidas do jogo. O próximo jogador, então, terá o direito de começar uma nova rodada, jogando qualquer carta de sua mão.
Exemplo: Seguindo no exemplo anterior, após o jogador C pegar o 3 de Copas, o jogador D joga uma Dama de Espadas. O jogador E joga o Ás de Copas. Agora, sobre a mesa, temos cinco cartas (5 de Copas, 7 de Espadas, Valete de Copas, Dama de Espadas e Ás de Copas), o mesmo número de jogadores (A, B, C, D e E). Estas cartas serão removidas do jogo. O jogador A, que jogaria depois do jogador E, então, poderá jogar qualquer carta de sua mão, para começar uma nova rodada.
Também poderá ocorrer de todas as cartas que estavam sobre a mesa serem pegas pelos jogadores. Neste caso, o próximo a jogar igualmente terá o direito de começar uma nova rodada.
Exemplo: Seguindo no exemplo anterior, o jogador A joga um Rei de Paus. O jogador B não tem nem o Ás de Paus nem o Ás de Espadas (o Trunfo), portanto, ele pega o Rei de Paus e o coloca em sua mão. O jogador C, que jogaria depois do jogador B, então, poderá jogar qualquer carta de sua mão, para começar uma nova rodada.
O jogador que começa a rodada também tem um privilégio: poderá jogar uma seqüência de cartas, desde que todas sejam do mesmo naipe (não podem se misturar cartas do naipe e cartas do Trunfo). Não existe limite de cartas para jogar uma seqüência, um jogador pode jogar todas as cartas deo naipe, do 2 ao Ás, se eleas estiverem em sua mão. O jogador seguinte deverá jogar uma carta maior que a maior carta da seqüência. Se no meio da seqüência estiver a menor carta da mesa (o que é muito provável), um jogador que não tenha uma carta maior que a maior carta jogada deverá pegar todas as cartas da seqüência e colocá-las em sua mão. Para efeitos de remover as cartas do jogo, as cartas da seqüência são contadas como uma única carta.
Exemplo: Seguindo no exemplo anterior, o jogador C abre a rodada com uma seqüência: 5, 6, 7 e 8 de Ouros. O jogador D joga um 10 de Ouros. Apesar de agora estarem cinco cartas sobre a mesa, elas não são removidas do jogo, pois a seqüência conta como uma única carta. O jogador E, o próximo a jogar, não tem nada de Ouros nem de Espadas maior que isso, então ele pega o 5, 6, 7 e 8 de Ouros, porque eles foram jogados como seqüência.
Um jogador que fique sem cartas na mão sairá do jogo, e não perderá mais. Lembre-se de que, para remover as cartas da mesa, deve ser o mesmo número de cartas que o número de jogadores, ou seja, cada vez que um jogador fica sem cartas na mão, o número de cartas necessárias sobre a mesa para removê-las do jogo diminuirá em 1.
Quando só houverem dois jogadores com cartas na mão, será bem mais fácil de remover cartas do jogo, portanto, é feita uma modificação: o jogador a começar a rodada será sempre o que jogou a maior carta na rodada anterior (porque senão sempre o mesmo jogador começaria todas as rodadas).
Exemplo: Após várias rodadas, somente os jogadores B e D têm cartas em suas mãos. O jogador B joga um 6 de Paus. O jogador D joga um 8 de Paus. As cartas são removidas do jogo. Agora, o jogador D, por ter jogado a maior carta, terá o direito de começar. Ele aproveita e joga uma seqüência alta, Dama, Rei e Ás de Ouros. Como o jogador B não tem nada maior que isso (e nem poderia), pega as cartas e as coloca em sua mão. O jogador D poderá começar de novo. Ele joga um 6 de Espadas. Desta vez, o jogador B tem um 9 de Espadas. As cartas são removidas do jogo, e é a vez do jogador B começar novamente a rodada.
Quando apenas um jogador ainda tiver cartas em sua mão, este jogador terá perdido o jogo.
Variações Comuns
- Pode ser adotada uma variação para se determinar o vencedor. Cada jogador que perder o jogo (ou seja, terminar com cartas na mão) será eliminado, e os demais jogarão uma nova partida, recomeçando da Primeira Fase. Quando só restarem dois jogadores, o que ficar sem cartas na mão primeiro será o vencedor do jogo.
- Também pode ser adotada uma variação mais simples, mas que não é utilizada tradicionalmente: o primeiro jogador a ficar sem cartas na mão será declarado o vencedor do jogo.
- Para que um jogador que fique sem cartas na Primeira Fase não fique de fora da Segunda Fase, pode ser determinado que cada jogador "empreste" algumas de suas cartas a ele. O número exato de cartas "emprestadas" por cada jogador deverá sempre ser proporcional ao número de cartas em seu montinho. O ideal é que estas cartas sejam "emprestadas" de forma aleatória, para que o jogador que as está recebendo não seja prejudicado de propósito.
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